Intimação
D- Órgão
- 1ª Vara Gabinete JEF de Campo Grande
- Classe
- PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
- Destinatário
- PAULO ROBERTO DE SOUZA
- Advogado
- KARLA CRISTINA RIBEIRO DE PAULA CURADO BROM (OAB 69944/GO)
PODER JUDICIÁRIO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL (436) Nº 5002393-66.2024.4.03.6201 / 1ª Vara Gabinete JEF de Campo Grande AUTOR: PAULO ROBERTO DE SOUZA Advogado do(a) AUTOR: KARLA CRISTINA RIBEIRO DE PAULA CURADO BROM - GO69944 REU: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS S E N T E N Ç A
I –
RELATÓRIO
Trata-se de ação de revisão da Renda Mensal Inicial (RMI) da aposentadoria por incapacidade permanente, de acordo com as regras da Lei nº 8.213/91, artigo
44. O INSS apresentou contestação. Dispensado o relatório, nos termos do art. 38 da Lei 9.099/95, aplicável por força do art. 1º da Lei 10.259/01.
Decido.
II – FUNDAMENTAÇÃO MÉRITO Sustenta o autor que a Turma Regional de Uniformização da 4ª Região reconheceu a inconstitucionalidade do art. 26, § 2º da Emenda Constitucional nº 103/2019. Assim, deseja que sua RMI seja calculada conforme as regras anteriores à referida Emenda Constitucional. Realizada a perícia médica judicial, o laudo atesta que o autor apresenta incapacidade laborativa irreversível para sua atividade de caminhoneiro por conta da visão monocular, a contar pelo menos de 15.03.2022 (Id 325196800).
Verifica-se que a aposentadoria por incapacidade permanente, concedida ao autor, resultou do acordo homologado nos autos nº 5009081-15.2022.403.6201, onde a perícia médica judicial fixou a DII permanente na mesma data da fixada nestes autos. É cediço que o fato gerador da concessão da incapacidade permanente corresponde à data de início da incapacidade permanente. No caso, os exames periciais, realizados fixaram a DII em data posterior à Emenda Constitucional.
Assim, pelo princípio “tempus regit actum” a regra de cálculo da RMI do benefício deve obedecer ao que dispõe o art. 26 da EC 103/2019, conforme segue: Art.
