Intimação
D- Órgão
- 1ª Vara Gabinete JEF de Araçatuba
- Classe
- PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
- Destinatário
- MARISA RIBEIRO CRISPIM
- Advogado
- GREYCI KELLY LEME GALHARTI (OAB 396729/SP)
PODER JUDICIÁRIO 1ª Vara Gabinete JEF de Araçatuba Avenida Joaquim Pompeu de Toledo, 1534, Vila Estádio, Araçatuba - SP - CEP: 16020-050 https://www.trf3.jus.br/balcao-virtual PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL (436) Nº 5005041-80.2025.4.03.6331 AUTOR: MARISA RIBEIRO CRISPIM ADVOGADO do(a) AUTOR: GREYCI KELLY LEME GALHARTI - SP396729 REU: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
SENTENÇA
Almeja a parte autora a concessão de benefício por incapacidade temporária com a conversão em incapacidade permanente. Passo ao mérito. A aposentadoria por invalidez(1) e o auxílio doença(2) (aposentadoria por incapacidade permanente e benefício por incapacidade temporária, conforme EC 103/19) são benefícios previdenciários que possui os seguintes requisitos comuns para concessão: a) qualidade de segurado; b) carência(3) de 12 meses (4 e 5); c) incapacidade total para o trabalho.
O que os diferencia é o tipo da incapacidade total, uma vez que para a obtenção do auxílio doença basta que a incapacidade seja temporária(6), enquanto para aposentadoria exige-se que a incapacidade seja permanente(7). A concessão do adicional de 25%, previsto no artigo 45 da Lei 8.213/91, exige que o segurado, total e permanentemente incapaz, necessite da assistência permanente de outra pessoa. Por outro lado, a concessão do benefício de auxílio-acidente está condicionada ao preenchimento dos seguintes requisitos: qualidade de segurado e existência de sequela resultante de acidente de qualquer natureza (e não somente de acidente do trabalho) que implique em perda ou redução da capacidade laboral.
Este benefício está previsto no art. 86 da Lei nº 8.213/91 e tem a finalidade de indenizar o segurado por sequelas resultantes da consolidação de lesões de acidente de qualquer natureza. No que tange à incapacidade, foi realizada perícia médica, tendo o perito concluído que a parte autora apresenta sequelas de fratura de coluna vertebral (CID-10 T91.1), dor lombar baixa (CID-10 M54.5) e escoliose secundária (CID-10 M41.5).
Todavia, o exame físico não evidenciou alterações funcionais relevantes, tais como marcha antálgica, necessidade de dispositivos de auxílio, contraturas musculares, sinais de radiculopatia ou limitações articulares, tendo o perito consignado que a parte autora apresenta resposta favorável ao tratamento realizado. Dessa forma, o perito não constatou elementos médicos que caracterizassem incapacidade laborativa para o exercício de sua atividade habitual, tampouco redução da capacidade decorrente de acidente (ID 578829825).
