Intimação
D- Órgão
- 1ª Vara Gabinete JEF de Guarulhos
- Classe
- PETIÇÃO CÍVEL
- Destinatário
- JOSE DE OLIVEIRA DESIDERIO FILHO
- Advogado
- RAFAEL FERREIRA ALVES BATISTA (OAB 190729/MG)
PODER JUDICIÁRIO 1ª Vara Gabinete JEF de Guarulhos Avenida Salgado Filho, 2050, Centro, Guarulhos - SP - CEP: 07115-000 https://www.trf3.jus.br/balcao-virtual PETIÇÃO CÍVEL (241) Nº 5005259-02.2024.4.03.6119 REQUERENTE: JOSE DE OLIVEIRA DESIDERIO FILHO ADVOGADO do(a) REQUERENTE: RAFAEL FERREIRA ALVES BATISTA - MG190729 REQUERIDO: CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF VISTOS, em sentença. Trata-se de ação ajuizada em face da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF, a respeito de contrato de cartão crédito consignado - RMC.
Afirma o autor que “após certo tempo” da celebração de contrato de crédito consignado constatou descontos indevidos em seu benefício previdenciário, a título de “reserva de margem consignável mensal”, no valor de R$124,22. Afirma que a CEF, “valendo-se de práticas abusivas, “maquiou” um contrato de cartão de crédito como se fosse empréstimo consignado. O valor liberado a título de empréstimo consignado, era, na verdade, um saque com o limite total do cartão de crédito” (id 334292363, p. 03).
Nesse contexto, pretende o demandante a declaração da nulidade do contrato de empréstimo na modalidade RMC e a condenação da CEF à restituição em dobro dos valores pagos indevidamente e ao pagamento de indenização por danos morais no importe de R$10.000,00. A decisão lançada no id 340852575 indeferiu o pedido de antecipação dos efeitos da tutela. A CEF ofereceu contestação sem preliminares, pugnando pela improcedência da demanda (id 347142725).
É o relatório necessário.
DECIDO. Não havendo questões preliminares a resolver, passo diretamente à análise do mérito da causa. E, ao fazê-lo, reconheço a improcedência do pedido. Afirma o demandante, em síntese, que após um certo tempo da celebração do contrato de crédito consignado, constatou que a CEF estaria realizando cobranças indevidas, por inobservância da taxa média de juros estipulada pelo Banco Central e incidência de juros remuneratórios de 200,28% ao ano.
Alega vício de consentimento. Por outro lado, a CEF afirma em contestação que o autor foi informado dos juros e demais encargos incidentes, tendo celebrado o contrato pessoalmente na agência. Além disso, informou que o valor de RMC contratado seria de , valor correspondente ao mínimo da fatura. Deste modo, caberia ao autor efetuar a complementação do pagamento correspondente ao mínimo informado na fatura.
