Intimação
D- Órgão
- 11ª Vara Gabinete JEF de São Paulo
- Classe
- PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
- Destinatário
- DARIO LUPIANO DE ASSIS
- Advogados
- ALEXANDRE BORGES LEITE (OAB 213111/SP), ELVIRA VILA PINHALVES CAMILO (OAB 443249/SP)
PODER JUDICIÁRIO 11ª Vara Gabinete JEF de São Paulo Avenida Paulista, 1345, Bela Vista, São Paulo - SP - CEP: 01310-100 https://www.trf3.jus.br/balcao-virtual PROCEDIMENTO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL (436) Nº 5013073-67.2025.4.03.6301 AUTOR: DARIO LUPIANO DE ASSIS ADVOGADO do(a) AUTOR: ELVIRA VILA PINHALVES CAMILO - SP443249 REU: BANCO MERCANTIL DO BRASIL SA, CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF ADVOGADO do(a) REU: ALEXANDRE BORGES LEITE - SP213111
SENTENÇA
TIPO A
Vistos. Trata-se de ação ajuizada por DARIO LUPIANO DE ASSIS em face do BANCO MERCANTIL DO BRASIL SA e da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, visando a indenização por dano moral no importe de R$ 45.540,00. A parte autora narra que teve sua conta bancária da CEF (onde recebia benefício previdenciário NB 189.513.380-4) transferida para o Banco Mercantil sem autorização ou prévia comunicação, em julho de 2022. Sustentou, ainda, a contratação indevida de empréstimo consignado no valor de R$ 1.402,00 na nova conta, posteriormente cancelado.
O Banco Mercantil impugnou o valor da causa; e, no mérito, defendeu a regularidade da contratação, alegando que a abertura da conta e a portabilidade foram solicitadas pelo autor mediante documento e biometria facial. Aduziu que o empréstimo foi cancelado por solicitação do próprio autor, sem cobrança de parcelas, afastando o alegado prejuízo (id. 368141066). A Caixa Econômica Federal arguiu preliminar de ilegitimidade passiva, sustentando que a portabilidade do benefício previdenciário é solicitada exclusivamente pelo beneficiário e que não possui autonomia para transferir benefícios para outras instituições (id. 371608399).
É o breve relato.
Decido. Preliminar Preliminarmente, impõe-se análise acerca da competência jurisdicional para processar e julgar a presente demanda em face de ambos os réus. A competência da Justiça Federal é definida constitucionalmente, nos termos do artigo 109, inciso I, da Constituição Federal: . Aos juízes federais compete processar e julgar:
