Processo judicial
Superior Tribunal de Justiça
Possivelmente o mesmo caso em outras instâncias, com partes em comum.
Habeas Corpus
Superior Tribunal de Justiça
Habeas Corpus
VICE-PRESIDÊNCIA
Habeas Corpus
VICE-PRESIDÊNCIA
Habeas Corpus
Superior Tribunal de Justiça
Habeas Corpus
VICE-PRESIDÊNCIA
2026
Petição
Protocolo de Petição
Conclusão
Petição
Protocolo de Petição
Publicação
Disponibilização no Diário da Justiça Eletrônico
Ato ordinatório
Recebimento
Não-Provimento
Petição
Protocolo de Petição
Petição
Protocolo de Petição
Publicação
Disponibilização no Diário da Justiça Eletrônico
AgRg no HC 1097484/SP (2026/0189277-7)RELATOR:MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECAAGRAVANTE:LEANDRO SILVA DE ANDRADEADVOGADO:ODETE ALVES DE OLIVEIRA MAGGI - SP263733AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental.
Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.
Conclusão
Redistribuição
AgRg no HC 1097484/SP (2026/0189277-7)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJAGRAVANTE:LEANDRO SILVA DE ANDRADEADVOGADO:ODETE ALVES DE OLIVEIRA MAGGI - SP263733AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de agravo interposto contra decisão da Presidência.
O art. 21-E, § 2º, do Regimento Interno do STJ estabelece o seguinte:
§ 2.º Interposto agravo interno contra a decisão do Presidente proferida no exercício das competências previstas neste artigo, os autos serão distribuídos, observado o disposto no art. 9.º deste Regimento, caso não haja retratação da decisão agravada.
Não sendo, portanto, caso de retratação, determino a distribuição do agravo.
Publique-se.
Intimem-se.
Presidente
HERMAN BENJAMIN
HC 1097484/SP (2026/0189277-7)RELATOR:MINISTRO REYNALDO SOARES DA FONSECAIMPETRANTE:ODETE ALVES DE OLIVEIRA MAGGIADVOGADO:ODETE ALVES DE OLIVEIRA MAGGI - SP263733IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:LEANDRO SILVA DE ANDRADEINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOProcesso distribuído pelo sistema automático em 12/06/2026.
Recebimento
Remessa
Distribuição
Ato ordinatório
Conclusão
Documento
Documento
Petição
Protocolo de Petição
Publicação
Disponibilização no Diário da Justiça Eletrônico
Petição
Protocolo de Petição
Ato ordinatório
Petição
Publicação
Disponibilização no Diário da Justiça Eletrônico
Protocolo de Petição
Ato ordinatório
Habeas corpus
Petição
Protocolo de Petição
Conclusão
Distribuição
Protocolo de Petição
AgRg no HC 1097484/SP (2026/0189277-7)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJAGRAVANTE:LEANDRO SILVA DE ANDRADEADVOGADO:ODETE ALVES DE OLIVEIRA MAGGI - SP263733AGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERALAGRAVADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOIMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOVista à(s) parte(s) agravada(s) para impugnação do Agravo Regimental (AgRg).
HC 1097484/SP (2026/0189277-7)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:ODETE ALVES DE OLIVEIRA MAGGIADVOGADO:ODETE ALVES DE OLIVEIRA MAGGI - SP263733IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:LEANDRO SILVA DE ANDRADEINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOProcesso distribuído pelo sistema automático em 15/05/2026.
HC 1097484/SP (2026/0189277-7)RELATOR:MINISTRO PRESIDENTE DO STJIMPETRANTE:ODETE ALVES DE OLIVEIRA MAGGIADVOGADO:ODETE ALVES DE OLIVEIRA MAGGI - SP263733IMPETRADO:TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULOPACIENTE:LEANDRO SILVA DE ANDRADEINTERESSADO:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECISÃO
Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de LEANDRO SILVA DE ANDRADE em que se aponta como ato coator a decisão monocrática de Desembargador do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO que indeferiu o pedido de liminar formulado no HC n. 2120422-62.2026.8.26.0000.
Consta dos autos que foi indeferido o pedido de progressão de regime imediata e que foi determinada a realização de exame criminológico para a aferição do requisito subjetivo necessário à concessão do benefício.
Em suas razões, sustenta a impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal, porquanto a exigência de exame criminológico como requisito para a progressão de regime não é aplicável ao caso do paciente.
Argumenta que o art. 112, § 1º, da LEP, introduzido pela Lei n. 14.843/2024, configura novatio legis in pejus e não pode retroagir para alcançar condenações com trânsito em julgado anterior à sua vigência, de modo que a realização do exame criminológico não é exigível no caso.
Argumenta que há nulidade por omissão decisória, porque a decisão da execução penal não enfrentou a tese central de irretroatividade da lei mais gravosa, limitando-se à constitucionalidade em abstrato, configurando vício por ausência de análise específica da matéria suscitada.
Afirma que estão preenchidos os requisitos objetivo e subjetivo para a progressão ao regime semiaberto, pois o cálculo de pena homologado fixou a data-base em 17 de maio de 2026 e não foi impugnado pelo Ministério Público.
Esclarece que o paciente preenche o requisito subjetivo para concessão do benefício executório, especialmente considerando que há atestado de boa conduta carcerária e não há registro de faltas disciplinares, não havendo fundamentação idônea para a determinação de realização do exame criminológico.
Defende que, na hipótese de inexistência de vaga no regime semiaberto, deve ser aplicada a Súmula Vinculante n. 56, com a colocação do paciente em prisão domiciliar ou em monitoração eletrônica, vedada a permanência no regime mais gravoso por falta de vagas.
Requer, liminarmente e no mérito, que seja concedido o benefício executório de progressão de regime independentemente da realização do exame criminológico e determinada a implementação imediata do regime semiaberto com data-base em 17/05/2026. Subsidiariamente, pugna pela substituição por prisão domiciliar ou monitoração eletrônica em caso de ausência de vaga, nos termos da Súmula Vinculante n. 56.
É o relatório.
Decido.
Constata-se, desde logo, que a pretensão não pode ser acolhida por esta Corte Superior, pois a matéria não foi examinada pelo Tribunal de origem, que ainda não julgou o mérito do writ originário.
Aplica-se à hipótese o enunciado 691 da Súmula do STF:
Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal Superior, indefere a liminar.
Confiram-se, a propósito, os seguintes julgados:
AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. [...] WRIT IMPETRADO CONTRA DECISÃO QUE INDEFERIU LIMINAR NO TRIBUNAL A QUO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n. 691/STF. PRISÃO PREVENTIVA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. PRISÃO DOMICILIAR. AUSÊNCIA DE PROVA INEQUÍVOCA DE QUE O RÉU ESTEJA EXTREMAMENTE DEBILITADO. EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. AUSÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. O Superior Tribunal de Justiça tem compreensão firmada no sentido de não ser cabível habeas corpus contra decisão que indefere o pleito liminar em prévio mandamus, a não ser que fique demonstrada flagrante ilegalidade. Inteligência do verbete n. 691 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.
2. [...]
3. [...]
4. A demora ilegal não resulta de um critério aritmético, mas de aferição realizada pelo julgador, à luz dos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, levando em conta as peculiaridades do caso concreto, de modo a evitar retardo injustificado na prestação jurisdicional.
5. [...]
6. Ausência de flagrante ilegalidade a justificar a superação da Súmula 691 do STF.
7. Agravo regimental desprovido.
(AgRg no HC n. 778.187/PE, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe de 16.11.2022.)
AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PETIÇÃO INICIAL IMPETRADA CONTRA DECISÃO INDEFERITÓRIA DE LIMINAR PROFERIDA EM HABEAS CORPUS PROTOCOLADO NA ORIGEM, CUJO MÉRITO AINDA NÃO FOI JULGADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA. IMPOSSIBILIDADE DE SUPERAÇÃO DO ÓBICE PROCESSUAL REFERIDO NA SÚMULA N. 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. WRIT INCABÍVEL. AGRAVO DESPROVIDO.
1. Em regra, não se admite habeas corpus contra decisão denegatória de liminar proferida em outro writ na instância de origem, salvo nas hipóteses em que se evidenciar situação absolutamente teratológica e desprovida de qualquer razoabilidade (por forçar o pronunciamento adiantado da Instância Superior e suprimir a jurisdição da Inferior, em subversão à regular ordem de competências). Na espécie, não há situação extraordinária que justifique a reforma da decisão em que se indeferiu liminarmente a petição inicial.
2. [...]
3. Agravo regimental desprovido.
(AgRg no HC n. 763.329/SP, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe de 27.9.2022.)
No caso, a situação dos autos não apresenta nenhuma excepcionalidade a justificar a prematura intervenção desta Corte Superior e superação do referido verbete sumular. Deve-se, por ora, aguardar o esgotamento da jurisdição do Tribunal de origem.
Ante o exposto, com fundamento no art. 21-E, IV, c/c o art. 210, ambos do RISTJ, indefiro liminarmente o presente Habeas Corpus.
Cientifique-se o Ministério Público Federal.
Publique-se.
Intimem-se.
Presidente
HERMAN BENJAMIN